terça-feira, 18 de outubro de 2011

EDIFÍCIOS INTELIGENTES





 O termo edifício inteligente é usado em novas aplicações para edificações comerciais ou residenciais, porém passou a ser usado de uma forma bastante genérica para qualquer edificação que possua um mínimo de avanço tecnológico, sendo que nem sempre havia a preocupação de ser efetivamente inteligente.

Pode-se definir edifício inteligente sendo aquele que promove a transferência de dados de um sistema para outro, ou ainda um edifício no qual se aplicam processos e tecnologia, de forma apropriada para satisfazer as necessidades dos proprietários e dos ocupantes.



Uma edificação inteligente deve promover aos usuários conforto, segurança e sobretudo economia, tanto economia em custos diretos Água, luz, telefone, etc., quanto economia em custos indiretos tais como manutenção e operação.

O termo “prédio inteligente” começou a ser usado de acordo com Arkin [Arkin1977] há algumas décadas provavelmente para induzir os conceitos de alta qualidade e possibilidade de retorno rápido do dinheiro investido. Era, portanto, um termo vago que ficava sujeito a interpretações pessoais tanto dos construtores e proprietários quanto dos usuários. Anos mais tarde duas definições passaram a ser bastante aceitas no mercado da Construção Civil.



A primeira é dada pelo Intelligent Buildings Institute (IBI): Um prédio inteligente é aquele que fornece um ambiente produtivo e de custo viável através da otimização de seus quatro elementos básicos: Estruturas, Sistemas, Serviços e Gerenciamento, além da inter-relação entre eles a única característica que todo prédio inteligente deve ter em comum é, uma estrutura desenhada para receber mudanças de uma forma conveniente e a um custo viável.

A definição dada pelo European Intelligent Builiding Group (EIBG) é:Um prédio inteligente cria um ambiente que permite às empresas atingirem seus objetivos de negócios e maximiza a produtividade de seus usuários ao mesmo tempo que permite um gerenciamento eficiente dos recursos com um prazo mínimo de retorno dos gastos.

A primeira definição é basicamente a visão da filosofia norte-americana para prédios inteligentes, ou seja, para eles a construção deste tipo de edifícios está relacionada principalmente com aspectos econômicos e de organização. Nesta mesma linha filosófica estão os japoneses, que na verdade buscam informatizar tudo aquilo que seja possível, já o pensamento europeu para este tema está ligado não só a objetivos econômicos e técnicos, mas também relacionado a saúde e bem-estar de seus usuários, além de terem um objetivo ecológico embutido nestas aplicações tecnológicas.


Ítalo Câmara
Professor do Laboratório de Informática 

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